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Carro é o principal símbolo de luxo para os brasileiros

Pesquisa sobre o mercado de alto luxo no Brasil revela o comportamento e os gostos da fatia mais rica da população

Para o brasileiro, sinônimo de luxo é dirigir um carro refinado. É o que dizem 64% dos entrevistados de uma pesquisa sobre o mercado de luxo no Brasil, realizada pela empresa de pesquisa Ipsos e o Conselho do Mercado de Luxo, organização mundial que reúne cerca de 800 empresas.

Em um mercado que gira R$ 6,8 bilhões por ano, o segundo símbolo de requinte são as roupas, com 49% da preferência. A seguir aparecem hotéis, viagens e restaurantes, com 27%, 21% e 19%, respectivamente.

O levantamento, feito a partir de entrevistas com pessoas pertencentes ao topo da pirâmide social – a chamada classe AAA, mostra que o mercado de alto luxo não está focado em pessoas que possuem uma ou outra camisa de algum estilista italiano, mas, nas palavras de uma das entrevistadas, em quem “manda trazer aquela bolsa Prada que só tem em uma loja dos Estados Unidos”, com um acréscimo de US$ 300 de frete às dezenas de milhares de dólares do valor do objeto. Faz parte desse grupo cerca de 1% da população brasileira.

Das pessoas que buscam produtos de alto luxo, 88% preferem desembolsar mais para comprar um artigo com qualidade superior. A inovação é importante para 80% deles, e 78% buscam serviços e objetos personalizados. Na visão do brasileiro, “luxo é vivenciar uma experiência inesquecível”, afirma Karen Cavalcanti, diretora da Ipson. “Há uma preferência muito maior pelo desfrutar do que pelo ostentar”.

No Brasil, conforme a pesquisa, a escala de importância do luxo, de um a dez, é sete. No entanto, 97% dos entrevistados afirmam se interessar pelo luxo. “Convivemos com o luxo diariamente, mas não o vemos em nossos produtos”, diz Timothy Altafer, professor do Ibmec e consultor da pesquisa.

“O padrão que temos é europeu, principalmente francês, suíço e alemão”. O conceito de luxo é relativo: o que é moda lá fora pode já não ser muita coisa por aqui, como as sandálias havaianas – febre há anos no Velho Continente. “A definição de luxo varia tanto que ter eletrodomésticos básicos era uma extravagância para as classes mais baixas. Hoje, todos têm”. Será que cada brasileiro ainda terá o seu próprio Rolex?

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