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Ações da Ferrari subiram mais de 10% na estreia da Bolsa de Nova York

Abertura de capital avalia a Ferrari em US$ 10 bilhões.

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Ter um Ferrari não é para todas as bolsas, mas não significa que você não possa ter um pouco dos carrões que a marca italiana fabrica. Como? Comprando ações. E é isso que muitos investidores foram fazer. Nesta quarta-feira (21) na Bolsa de Nova York, as ações da Ferrari começaram a ser negociadas em alta. Com nome “Race”, os papéis da fabricante de esportivos de luxo eram cotados a US$ 58,67 (cerca de R$ 226) por volta das 12h (de Brasília) – uma alta de 12,8% em relação aos US$ 52 do preço inicial.

O grupo Fiat Chrysler (FCA) continua a ter 80% do capital da empresa, enquanto a família Ferrari mantém 10%. A abertura de capital permite que fãs da marca sejam sócios e levantou US$ 893 milhões. Com este valor das ações, a Ferrari é avaliada em quase US$ 10 bilhões.

Foram colocadas no mercado 17,2 milhões de ações. A entrada na bolsa faz parte de uma série de operações para separar a Ferrari do grupo FCA, que foi criado após a fusão da Fiat com a Chrysler no ano passado. O processo de separação será completado no começo do próximo ano.

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Fundo de 48 milhões de euros

A Fiat Chrysler tem a intenção de criar um fundo para financiar um ambicioso plano de desenvolvimento para os próximos cinco anos em um valor de 48 milhões de euros. Para isso, espera vender anualmente cerca de 7 milhões de automóveis de todas as marcas do grupo, que incluit a Fiat, Dodge, Chrysler, Jeep, Alfa Romeo, Maserati, Lancia e Abarth.

A Ferrari, que limita voluntariamente sua produção de automóveis a 7.000 carros, prevê aumentar sua produção para 9.000 unidades. Para adquirir uma Ferrari há longas listas de espera e 60% dos automóveis estão reservados àqueles que já são proprietários de um. E 34% dos clientes Ferrari têm mais de um.

A expansão da FCA gerou preocupação na Itália, o que fez o grupo prometer que manterá sua sede fiscal no país e que continuará operando sob a lei italiana. A marca também teve que se comprometer a não cortar funcionários nem suas atividades com sede na Itália.

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“Lhe desejo boa sorte, me sinto orgulhoso de ter contribuído com as suas conquistas”

… comentou o empresário Luca Cordero di Montezemolo, figura emblemática da escuderia, líder da equipe mais premiada da Fórmula 1, e que no passado foi contra a entrada da Ferrari na Bolsa.

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