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Mercado de Luxo: Resultados do 1º semestre das principais marcas

Louis Vuitton - Foto Web Luxo
Louis Vuitton – Foto Web Luxo

 


Os gigantes do luxo: Hermès, LVMH, kering e Swatch Group, acabaram de divulgar os números do primeiro semestre de 2015, com resultados mistos e alguns surpreendentes.

No início deste mês, a Hermès relatou um aumento de vendas de € 2,3 bilhões (R$ 9, 7 bilhões) na primeira metade do ano, apesar dos temores da desaceleração na China. Os números relativos a casa de moda francesa, responsáveis ​​pelos icônes Birkin e bolsas Kelly, foram impulsionados por um salto nas vendas em 22% no segundo trimestre, mesmo não sendo revelado ainda os resultados do semestre.

A Burberry que viu suas vendas em Hong Kong depois de anos de aumentos de dois dígitos caírem, o resultado favorável neste semestre foi impulsionado pelos negócios no Japão, onde agora opera 17 estabelecimentos e diversas cidades. O Japão está rapidamente se tornando a escolha dos consumidores da Ásia. Isso também contribuiu positivamente para últimas finanças positivas da Kering junto com a LVMH Moet Hennessy, onde ambas recentemente apresentaram seus resultados do primeiro semestre, mostrando rápida sucessão.

desfile

A Kering (Líder mundial em vestuário e acessórios desenvolvendo conjunto esportivos para as marcas de luxo: Gucci, Bottega Veneta, Saint Laurent…) registrou receita de € 5,512.5 milhões (R$ 23 milhões) no primeiro semestre de 2015, um aumento de 17% em sua base total e de até 3,5% na estrutura de grupo.

A Yves Saint Laurent foi um das marcas mais fortes que faturaram em 2015, tendo forte crescimento de vendas em todas as principais categorias de produtos e em todas as regiões. Especificamente no primeiro semestre, o crescimento de suas receitas subiram 38,2% em sua base semestral, apontando 24,3% somente no segundo trimestre.

Bottega Veneta também postou no primeiro semestre, o crescimento na receita de 19,7% em uma base e 6,4% nos dados comparáveis com o segundo trimestre.

gucci

Gucci experimentou uma elevação acentuada das vendas, reportando € 5.513 milhões (R$ 23 milhões) no primeiro semestre com suas receitas, um aumento de 17% (até 3,5 por cento numa base comparável). Mais uma vez, o Japão desempenhou um papel forte com vendas em lojas operadas diretamente na região, acentuadamente com aumento de 19%  no primeiro trimestre. O impulso contribuiu para o primeiro aumento de vendas para a Gucci em quase dois anos, e levou a confirmação da nova direção criativa de Alessandro Michele de François-Henri Pinault, presidente e CEO da Kering, que comentou:

“O mercado chinês foi duro este ano com os companheiros da gigante de luxo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, indicando declínios de vendas na China, Macau e Hong Kong. Estas depressões no entanto, foram compensadas ​​por melhorias na Europa e Estados Unidos e em geral, a maior fabricante de produtos de luxo do mundo relatou o aumento de salários mais forte em três anos”.

A companhia registrou receita de € 16,7 bilhões (R$ 70,9 bilhões) no primeiro semestre de 2015, um aumento de 19%, mas foi a sua menor divisão – a de relógios e joias, que viram o maior crescimento.

BVLGARI - Foto Web Luxo
BVLGARI – Foto Web Luxo

 

No primeiro semestre de 2015, o grupo de negócios voltado a relógios e joias, registram um crescimento orgânico de receita em 10%. Sobre dados publicados, o crescimento da receita foi de 23% e o lucro de operações aumentaram 91% por cento. A Bvlgari obteve um excelente primeiro semestre impulsionado pelo sucesso de suas linhas de joias ícones e pelo seu novo relógio dedicado as mulheres (Lvcea), enquanto a Hublot mostrou forte progresso. Enquanto isso, a TAG Heuer continuou a reorientar a sua oferta no núcleo e na parceria que foi celebrada entre TAG Heuer, Google e Intel para o lançamento de um smartwatch.

No entanto, apesar disso, os efeitos da repressão chinesa foi muito sentida. TAG Heuer confirmou que estará fechando a loja em Hong Kong pelos altos custos de locação e pela diminuição do número de clientes. Conforme relatado pela Bloomberg e confirmado por Jean-Claude Biver esta semana, a marca decidiu fechar uma loja na Russell Street, uma das principais artérias comerciais da cidade. “O tráfego de cientes tem diminuído e os custos ficaram bem altos”, afirmou.

Swatch Group
Swatch Group

O grupo suíço Swatch também foi golpeado pelos seus próprios ventos contrários do mercado, com um Franco-Suíço forte e taxas de juros negativas que puxaram seu lucro líquido no primeiro semestre para baixo em quase 20%. Enfraquecendo o interesse por Hong Kong, a empresa também impactou um maior crescimento no mundo com seus relógios de luxo. As vendas líquidas do grupo subiram 3,6% – em CHF 4.248 milhões (R$ 16,670 milhões) em taxas de câmbio constante, ou 2,2% por cento em CHF 4,192 milhões (R$ 16,450 milhões) em taxas atuais. Calculado pelo euro, o grupo cresceu 18,7%.

No segmento de relógios e joias incluindo a produção, o Grupo Swatch cresceu 3,4% em taxas de câmbio constantes em comparação com o declínio das exportações de relógios de pulso da Indústria Relojoeira Suíça, que foi de 1,1% no final de maio. O grupo informou que espera enfim um forte segundo semestre em 2015.

“As perspectivas para o grupo em todas as regiões e segmentos continuam ser muito boas. Apesar do dilema do Franco-Suíço, a gestão do grupo espera uma forte segundo semestre em 2015.

Via |   Kering’s  |  LVMH Moet Hennessy |  Swatch Group

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