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Açaí do Brasil se torna fruta de luxo nos Estados Unidos

Açai do Brasil tem grande aceitação no mercado americano


A badalação em torno do açaí nos Estados Unidos está levando cientistas a questionarem os benefícios trazidos pela fruta roxa que dá nas árvores de 18 metros na floresta tropical brasileira.

Cinquenta e três novos alimentos e bebidas contendo açaí foram lançados nos EUA em 2008, em comparação a quatro em 2004.

As vendas de produtos tendo o açaí como ingrediente principal ultrapassaram US$ 106 milhões no ano encerrado em 24 de janeiro, segundo a Spin, empresa de pesquisa de mercado especializada em produtos naturais.


Só em 2008, mais de cinquenta produtos foram lançados nos Estados Unidos


O produto passou a ser ingrediente em bebidas desintoxicantes e cremes antienvelhecimento. A Naked (de propriedade da Pepsi) e a 180 Blue (Anheuser-Busch) oferecem bebidas com açaí. O dr. Nicholas Perricone, famoso dermatologista, vende o suplemento de açaí, e a fabricante de cosméticos Fresh tem um Sugar Açai Age-Delay Body Cream por US$ 65.

As virtudes de uma bebida de açaí de uma empresa chamada MonaVie foram exaltadas pelo magnata da mídia Sumner Redstone, 85 anos, que disse à revista Fortune em 2007 que esperava que o suco, a cerca de US$ 40 a garrafa, o ajudaria a viver mais 50 anos.

Uma matéria publicada no New York Times chama a atenção para o fato de haver “pouco apoio às alegações extravagantes feitas em prol do açaí”. Apesar de a fruta conter antioxidantes – moléculas que podem desacelerar os danos causados pela oxidação de outras substâncias no corpo – não há estudos de longo prazo provando que o açaí remova rugas ou, como alegam vários produtos de desintoxicação, limpe o corpo das toxinas.
Também não há evidência que apoie as esperanças de uma fruta mágica daqueles que fazem dieta, segundo a reportagem.

 

A divulgação do açai é vista nas principais redes de Tv do país


“Não há pesquisa científica que apoie a alegação de que o açaí contribua para perda de peso” – disse ao NYT Stephen T. Talcott, professor da Texas A&M University. Mas algumas pessoas endossam a alegação. Há cerca de um ano, Sarah Taylor, uma massagista de 32 anos de Portland, Oregon, começou a usar o açaí em pó da Sambazon.

Após o primeiro dia, ela disse que notou um aumento de sua energia, e começou a usá-lo desde então. Ela até mesmo sugeriu aos seus clientes mais antigos que o bebessem. O açaí era pouco conhecido nos EUA até 2001. Dois americanos, Ryan Black e Ed Nichols, souberam da fruta quando viajaram ao Brasil.

Eles recrutaram o irmão de Ryan, Jeremy, misturaram a polpa do açaí com xarope de guaraná em um suco, o engarrafaram e batizaram sua nova empresa de Sambazon. Atualmente ela oferece 20 produtos, incluindo sucos, bebidas energéticas e suplementos que são vendidos em cerca de 15 mil lojas no país.



Mas algumas pessoas endossam a alegação. Há cerca de um ano, Sarah Taylor, uma massagista de 32 anos de Portland, Oregon, começou a usar o açaí em pó da Sambazon. Após o primeiro dia, ela disse que notou um aumento de sua energia, e começou a usá-lo desde então. Ela até mesmo sugeriu aos seus clientes mais antigos que o bebessem. 
O açaí era pouco conhecido nos EUA até 2001. Dois americanos, Ryan Black e Ed Nichols, souberam da fruta quando viajaram ao Brasil.

Eles recrutaram o irmão de Ryan, Jeremy, misturaram a polpa do açaí com xarope de guaraná em um suco, o engarrafaram e batizaram sua nova empresa de Sambazon.

Atualmente ela oferece 20 produtos, incluindo sucos, bebidas energéticas e suplementos que são vendidos em cerca de 15 mil lojas no país.



Açai, a super fruta

Mirtilo, romã, goji, açaí: ao longo dos últimos anos, empresas, fornecedores e outros as batizaram como superfrutas. Segundo o dr. Nicholas Perricone, as superfrutas contêm quantidades enormes de antioxidantes, vitamina C e fibras. Outros são céticos.

“A superfruta é um termo de marketing; a maioria dos cientistas não o utiliza”, disse Stephen T. Talcott, professor associado de química alimentar da Texas A&M University. Todas as frutas “possuem nutrientes e fotoquímicos que nos dão energia”.

A chamada indústria das superfrutas, ele acrescentou, “é uma indústria muito jovem, em muitos casos com menos de 10 anos no mercado, de forma que não há tempo suficiente ou verbas dedicadas para condução de todos os testes necessários para se fazer qualquer afirmação significativa a respeito dos benefícios à saúde”.



Preços em alta

Com o grande volume das exportações do açai, o preço da fruta deve ficar bem mais caro no mercado nacional, uma vez que a procura pelo produto tem superado todas as expectativas dos produtores.

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