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Masp recebe a maior exposição do artista “Toulouse-Lautrec” no País

Paul Viaud em almirante do século 18 de Henri de Toulouse-Lautrec
“Paul Viaud em almirante do século 18” de Henri de Toulouse-Lautrec

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Cronista visual dos cabarés da belle époque, artista viveu apenas 36 anos, mas sua obra permanece atual ao retratar um lado de Paris ao qual ele teve livre acesso

Absinto, mulheres e arte. Essas eram as três grandes paixões do francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), para as quais ele se entregou completamente desde cedo. Um dos principais panos de fundo dessa vida boêmia no fin de siècle parisiense foi o La Fleur Blanche, um luxuoso bordel localizado na Rue des Moulins. O artista frequentou o endereço assiduamente, como amigo da casa e cliente, e pintou cerca de 40 obras inspiradas no lugar.

As mais icônicas, feitas em 1893 e 1894, retratam o imponente salão vermelho da entrada, que se tornou o símbolo do local – daí o nome da exposição sobre o artista que foi aberta na sexta-feira (30.06) ao público, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), Toulouse-Lautrec em Vermelho.

Nela, estão reunidas 75 obras do francês, entre pinturas, cartazes e gravuras, o que faz da mostra a maior já dedicada a Lautrec no Brasil – e que também marca a celebração dos 70 anos do museu.

Obra “O Divã” de Henri de Toulouse-Lautrec (Divulgação)
Obra “O Divã” de Henri de Toulouse-Lautrec (Divulgação)

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Das 11 peças que fazem parte da coleção do próprio Masp, nove estão agora expostas, sendo as demais provenientes de alguns dos principais museus do mundo, entre eles o Musée d’Orsay, de Paris; a Tate e o Victoria & Albert, de Londres; e o Museo Thyssen-Bornemisza, de Madri.

Descendente de famílias aristocráticas, Henri Marie Raymond era filho único de dois primos de primeiro grau, conde e condessa, vindos de um clã que viu na união uma maneira de evitar a divisão da fortuna. Sua adolescência foi traumática: o artista teve dois sérios acidentes a cavalo, aos 13 e aos 14 anos. Ele sofria de uma doença óssea congênita e parou de crescer prematuramente, alcançando 1,40m na idade adulta.

Dois anos depois do trauma, ele decidiu estudar pintura, ingressando no Liceu Fontanes. Foi a partir daí que passou a capturar com seu pincel a efervescente cena noturna de Paris. “Lautrec produziu uma obra visual imprescindível para se compreender as radicais transformações que a cidade e a sociedade atravessavam”, explica o curador da mostra e diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa.

"Essas mulheres na sala de jantar - Toulouse-Lautrec (Divulgação)
“Essas mulheres na sala de jantar de Henri de Toulouse-Lautrec (Divulgação)

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E isso inclui a moda: em suas telas, podemos observar o estilo da belle époque – o francês era fascinado por roupas, vestindo-se ele mesmo sempre de forma elegante.

Em suas andanças, Lautrec desbravou o bairro de Montmartre, na época repleto de cabarés e reduto de prostituição, onde decidiu morar e montar um estúdio em busca de inspiração.

Tornou-se um dos mais notórios frequentadores do Moulin Rouge, para o qual criou famosos pôsteres. O trânsito livre nessas casas permitiu que Lautrec criasse uma relação de amizade e confiança com prostitutas e boêmios. A proximidade fica clara nas pinturas que compõem a exposição, com imagens sinceras – e não moralistas.

"Rolande" - Toulouse-Lautrec (Divulgação)
“Rolande” – Obra de Henri de Toulouse-Lautrec (Divulgação)

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Além das obras, o Masp exibe cerca de 50 documentos da época, entre cartas e fotografias do artista e seu círculo de amigos. A coleção, reunida pelo editor carioca Pedro Corrêa do Lago ao longo de mais de 20 anos, abrange praticamente toda a vida de Toulouse-Lautrec.

Por causa da rotina desregrada, ele acabou tendo uma vida curta, encerrada aos 36 anos em decorrência da sífilis. Mas seu nome permaneceu como um dos mais importantes da cena francesa do século 19. Prepare-se para uma tarde inteira no museu.


Obra "Moulin de la Galette" de Henri de Toulouse-Lautrec (Divulgação)
Obra “Moulin de la Galette” de Henri de Toulouse-Lautrec (Divulgação)

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Exposição  “Toulouse-Lautrec”

A exposição fica aberta até 1º de outubro no MASP, localizado no número 1578 da Avenida Paulista, em São Paulo. O museu funciona de terça à domingo, das 10 às 18 horas. De quinta-feira o funcionamento se estende até as 20 horas. Durante todo o mês de julho, o MASP também será aberto às segundas-feiras, até as 18 horas. Os ingressos custam 30 reais (inteira) e 15 reais (meia) e dão direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia.

Para ver a programação completa, confira o site do museu.

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