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Serra catarinense espera receber 200 mil turistas na temporada do frio

Neve em São Joaquim / Foto: Nina Velho
Neve em São Joaquim / Foto: Nina Velho

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O frio representa muito mais que a chegada de uma nova estação climática para a Serra catarinense. Significa oportunidades e aquecimento na economia, com um grande número de turistas que procuram pousadas, hotéis, restaurantes e comércio. Com a previsão de muito frio e até neve para este final de semana, os municípios já se preparam para receber os visitantes. A maioria das pousadas e hotéis estão com lotação de quase 100%.

Conforme o presidente da Santa Catarina Turismo (Santur), Valdir Walendowsky, a expectativa é receber 200 mil turistas na Serra catarinense durante a temporada de frio (outono e inverno). Em 2015, a Serra registrou cerca de 180 mil turistas.

“As previsões de baixas temperaturas e a possibilidade de neve atraem mais visitantes para a Serra. Outros fatores significativos são os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura, além da iniciativa privada com novos hotéis, pousadas, cafés e restaurantes”, destacou o presidente.

O secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, Filipe Mello, destacou que o turismo ajuda na ampliação do número de empregos e é um vetor importante de renda e oportunidades. “Santa Catarina vive uma diversificação e segmentação turística. Não somos mais só reconhecidos pelo turismo no Litoral. Temos o turismo rural, de aventura, de entretenimento, de eventos e religioso. A região serrana é fundamental nesse contexto, pois uma parcela significativa da sociedade prefere fazer turismo na Serra. O turismo representa 12% do PIB catarinense”, informou.

O proprietário de um resort de Bom Jardim da Serra, Ivan Cascaes, afirma que a procura pelo estabelecimento está grande não só nos finais de semana. “O resort está com 100% de lotação para os próximos dias. Pela procura, se tivéssemos três vezes o número de cabanas que temos, ainda assim estaríamos lotados. Os finais de semana estão cheios e, nos outros dias, nossa ocupação está entre 30% e 40%. No nosso setor, não tem crise”, comemorou.

A vice-presidente da Pouserra (Associação do Trady Turístico de Urubici), Adriane Heller, informou que Urubici, município que possui aproximadamente dois mil leitos, a lotação deste final de semana também já se aproxima do 100%. Adriane disse que os turistas escolhem a Serra catarinense para buscar tranquilidade, frio e contato com a natureza. “O turismo proporciona a melhoria na renda não apenas do trady turístico, mas de toda a população, gerando emprego e consumo, por meio dos postos de combustíveis, gastronomia, vestuários, produtos artesanais, entre outros. E desta forma, faz a economia girar”, afirmou.

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Vinícola em São Joaquim / Foto: Monte Agudo/Divulgação

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Conforme Adriane, as visitas às vinícolas, degustação e venda de vinhos também aquecem a economia de São Joaquim e região. As lojas atendem em média 200 visitantes por dia, número que deve crescer com as previsões de baixa temperatura. Em São Joaquim, a Secretaria Municipal de Turismo informou que há pouquíssimas vagas disponíveis na rede hoteleira. Após a lotação, a secretaria passa a indicar a hospedagem alternativa, na qual as famílias serranas recebem os turistas. Antes de ser indicada, a hospedagem alternativa é credenciada a partir de uma vistoria da secretaria. Em São Joaquim, por exemplo, no último ano, passaram pelo serviço de informações turísticas mais de 9,7 mil visitantes.

O fotógrafo e produtor de vídeo Guilherme Peretti, de Iomerê, visitou São Joaquim no mês de maio para registrar o clima do município. “O clima, as belezas naturais e a hospitalidade me encantaram. Me apaixonei por São Joaquim e vou morar nesta cidade. A região é promissora e o potencial de desenvolvimento é muito grande”, afirmou.

Urubici / Foto: Sérgio José de Lima
Urubici / Foto: Sérgio José de Lima

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Saiba mais

Conhecida pelas temperaturas mais baixas do Brasil, a região da Serra catarinense proporciona a turistas atrações em 17 cidades, cujas altitudes, na maior parte, ficam acima de mil metros. Adeptos do ecoturismo também encontrarão condições para a prática de esportes radicais. Rappel, montanhismo e trekking podem ser realizados no relevo acidentado da região, onde se encontram canyons, rios e cachoeiras – algumas com mais de 100 metros de altura e picos encontrados com abundância.

Entre as paisagens que mais atraem visitantes está a Serra do Rio do Rastro, que fica na cordilheira da Serra Geral a 1.460 metros acima do nível do mar. É um cartão postal do Estado devido às curvas, em 12 quilômetros de extensão e paisagens que podem ser apreciadas de um mirante situado a 11 quilômetros do centro de Bom Jardim da Serra. Em dias de tempo aberto, é possível enxergar o mar a mais de 100 quilômetros de distância.

Outro atrativo é o Parque Nacional de São Joaquim, no Mirante do Morro da Igreja. A vista encanta os visitantes e é lá que está a famosa Pedra Furada. Desde 2013, o acesso ao local vem sendo limitado para evitar o excesso de veículos transitando na área. As autorizações para visitação devem ser retiradas na sede do Parque Nacional que fica no município de Urubici (Avenida Felicíssimo Rodrigues Sobrinho, 1542, Bairro Esquina, Urubici).

O Morro do Campestre, também conhecido como Morro da Cruz, é uma formação de arenito localizada 1.380 metros acima do nível do mar, nos altos da Serra do Campestre. Fica a aproximadamente oito quilômetros do Centro de Urubici, por uma estrada sem pavimentação, pela rodovia SC-439 (Av. Rodolfo Andermann) em direção ao município de Rio Rufino. O ponto turístico está dentro de uma propriedade particular, tendo o acesso liberado ao pagar uma pequena taxa em uma casa logo na entrada. A subida é íngreme e indicada apenas a carros off road. Pode-se também ir a pé em um percurso de aproximadamente meia hora.

Para quem gosta de pesca, a Rota da Truta abrange vários municípios: Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Lages, Painel, Rio Rufino, São Joaquim, Urubici e Urupema. O peixe é encontrado nos rios Pelotas, Canos, do Bispo, do Tigre e Lava-tudo, que passam por essas cidades. A Serra conta também com empreendimentos pesque-pague, onde o visitante pode levar os peixes que conseguir capturar nos açudes destinados à atividade.

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